terça-feira, 26 de julho de 2011

VOCÊ!






"E no meio de tanta gente eu encontrei VOCÊ
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, VOCÊ veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida

Eu podia ficar feio(a) só perdido(a)
Mas com você eu fico muito mais bonito(a)
Mais esperto(a)
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo!"

5 comentários:

  1. PRECE DA CRIANÇA

    Senhor,
    estou muito assustado,
    estão nos fazendo medo,
    fico até cansado de pensar
    um jeito de proibir os adultos
    de matar os passarinhos,
    de acabar com os rios,
    de poluir os mares.
    Tudo que o Senhor fez é tão bonito,
    até me irrito,
    quando vejo guerras
    dominando alguns lugares.
    Quero sonhar
    com uma escola feliz,
    com professores sorrindo,
    e uma nota que dê para passar...
    É isto que sempre quis...
    Ah! Quero minha família unida,
    segurança pra brincar na praça,
    a imensa graça, de dormir,
    sabendo que se há alguém na rua
    vai poder voltar.
    Amém.

    Ivone Boechat

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  2. Monólogo da criança
    Ivone Boechat

    Sou criança! Cheguei, recentemente, de uma longa viagem. Andei pelo caminho misterioso do pensamento dos meus pais, e, durante a concepção, fiz um estágio muito feliz ao lado do coração da minha mãe.
    Hoje estou aqui, um pouco assustada, porque os adultos conversam coisas confusas que ainda não consegui entender. A vida é simples e bonita, mas os adultos complicam tudo.
    Sabe, imaginam que nós, crianças, somos incapazes, fracas e bobas. Não é nada disso! A gente está apenas se esforçando para crescer e, à medida que o tempo passa, florescer e ajudar a construir este mundo: soltar os passarinhos das gaiolas, plantar flores nos jardins, devolver o azul cristalino dos nossos lagos e abrir as janelas das casas.
    As pessoas crescem, ficam fortes e nos sufocam com suas idéias e, às vezes, nem nos deixam falar nada. Algumas, por falta de argumentos, nos agridem.
    Eu gostaria que nos olhassem como sementes de guerra ou de paz. "Quem semeia vento, colhe tempestade". Aos gritos, batendo portas, e com tanta falta de compreensão, a gente pode ingressar na juventude, agressiva e desajustada.
    Na verdade, a criança tem uma mensagem de paz. Por favor, se você está triste e não se realizou como pessoa, procure, urgente, um outro meio de desabafar suas mágoas. Não deposite suas dores e lágrimas nessa plantinha que mal começa a brotar. Ela se chama criança e só cresce feliz com os fluídos magnéticos do AMOR.

    Publicado no livro Escola Comunitária-CNEC-DF 1993

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  3. Minha mãe
    Ivone Boechat

    Na floração da vida,
    no processo de multiplicação do amor,
    semeiam-se no cálice do renascimento
    gotas milagrosas do orvalho que germina: Mãe.

    Mãe, símbolo de transformações
    manipuladas por Deus;
    no feliz seio do repouso amigo,
    frontes curvam-se das amarguras da vida.

    Mãe, muito mais que o fenômeno do conforto,
    é complexo harmonioso
    que sincroniza ternura e confiança;
    simplicidade envolvente no discurso do amor.

    Mãe, finalidade motora de corações latejantes,
    compasso da música composta
    na originalidade do nada-tudo;
    é sabedoria justificada e definitiva.

    Mãe, rosas vermelhas no canteiro da gratidão;
    lágrimas de compreensão,
    fluindo das flores do arrependimento,
    como chuvas de perdão.

    Mãe, coordenação da vida,
    no embalo do berço e da saudade;
    felicidade resumida no calor do abraço.
    Mãe-esperança.

    Ivone Boechat

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  4. Mamãe, tudo bem?


    É comum o telefone tocar, periodicamente, e, do outro lado da linha, uma voz perguntar: - Mamãe, tudo bem? E a resposta vem, carinhosamente: - É você, meu filho, tudo bem?
    Parece que o filho está muito preocupado com a mãe, porque faz sempre a mesma coisa, liga, conversa muito, conta das promoções no emprego, fala das maravilhosas viagens pelo Brasil e no exterior, promete que no Dia das Mães não vai faltar, é atencioso e mostra-se um grande filho, principalmente nos dias de festa. Enquanto isto, não é capaz de pesquisar, se a mãe está vivendo, realmente, muito bem.
    Geralmente, as mães vivem, hoje, uma grande crise de sobrevivência: aposentadoria ridícula, as que pagam aluguel estão muito ansiosas e praticamente a maioria delas não poderia dizer que está tudo bem. Contar que as coisas estão difíceis preocuparia ao amado filho e elas, por amor, não revelam a situação.
    É raro o filho que se sensibiliza com as dificuldades da mãe. Como viver, recebendo alguns pequenos presentes, durante o ano? Mas é assim que muitas mães vivem: de passados e ridículos presentes. Desculpas para não se importar com as mães? São muitas:
    - Não posso ajudar à mamãe, porque agora tenho minha família.
    -Não posso visitar minha mãe, porque estou cansado, acabo de chegar de outra viagem internacional...
    Esta e outras que não chegam a convencer a ninguém. Aquela frágil mulher-mãe desdobrou-se e foi capaz de trabalhar para sustentar muitos filhos, agora, não pode contar, muitas vezes. com nenhum deles.
    A educação tem falhado, sistematicamente, todas as vezes que a família deixa, à mercê da miséria, a mãe. Que amor é este que se ensina, incapaz de deixar perceber a dificuldade do outro?
    As características do amor revelam-se na capacidade de doar, de dividir o pão, de abrigar, de cuidar, na alegria ou na tristeza, de estender a mão e adivinhar o que o outro precisa, antecipando-se ao pedido. Toda mãe tem vergonha de pedir para ela, mas é capaz de mendigar para o filho.
    Sem cobrança nenhuma das noites sem dormir, da lágrima no travesseiro, de renunciar à própria vida, o “tape” de cada vida está gravado no coração de toda mãe e maior que a dor do parto é a dor da ingratidão.
    Perguntar se “está tudo bem” não corresponde ao milagre de decidir, de agora em diante, a oferecer um pouco de conforto e conferir se a mãe está conseguindo vencer o desafio diário de alimentar-se, ir ao médico, vestir-se, viver sozinha, o que é muito pior.
    A maior homenagem que o filho pode prestar à sua mãe é lutar para que ela tenha o mínimo de dignidade, enquanto viver. É proporcionar para que tudo vá muito bem.

    Ivone Boechat

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  5. MÃE

    Na concepção,
    a ternura de deixar existir,
    no seio, a bondade de nutrir,
    nos primeiros passos,
    amparo para não cair,
    ao caminhar,
    direção para viver
    longe dos fracassos.

    Mãe

    Nas decisões da vida,
    oração,
    nas decepções,
    nenhum atalho
    longe do perdão,
    na experiência dolorida,
    o abraço apertado,
    junto do seu coração.

    Ivone Boechat

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